Eterno Pierrot (V)

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O sol se põe. O sol se põe, e a brincadeira se esvai. Um dia a brincadeira tem de cessar. A brincadeira cessa, a música abaixa, a dança pára, e o sol se põe. O rio não mais corre, o vento não mais sopra, e as árvores não mais crescem. Se algo um dia começa, outro dia acaba. Se numa hora o sol se levanta, noutra ele se põe. E o vento não mais sopra, e a dança pára e a brincadeira cessa. E a maquiagem borra. E o olho se fecha.

Quando o sol se põe, o olho não quer mais abrir.

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Poemas Secretos (III)

Quem me dera, de novo, um amor
assim tão natural
com a força de um vendaval
e a liberdade de um beija-flor.