Reflexo-reflexos

Reflexos, reflexos, reflexos. Imagens de um mundo de nada que representa o já representado. Dançando atrás de espelhos, sempre fixas, sempre fieis, sempre iguais. Qual é a graça de viver num mundo condenado às leis da física? Gravidade, Relatividade, Óptica... Óptica para quê? 'O essencial é invisível aos olhos'. A criação nada mais pode ser que o nascer uma luz etérea e efêmera para nos ajudar a procurar o que em nós é mais que sensível. O poder de ver além daquilo que a luz nos traz, além dos reflexos empoeirados, dogmáticos e terrívelmente físicos. O além é a única justificativa aceitável da existência de um mero reflexo-reflexo. Afinal, qual é a graça de viver num mundo condenado às leis da física?

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