Estranho ser é este, o homem

Estranho ser é este, o homem. À medida que cresce, aprende a sofrer.

A cada aniversário arruma motivos para desconfiar e chama isso de maturidade. Justifica, então, o seu egoísmo, diz estar aprendendo a crescer e se perde numa (i)lógica circularidade viciosa. A partir daí, crê que deve nivelar e controlar suas relações; se julga superior e exterior a elas, se afastando cada vez mais. Logo, logo, se torna sozinho e antes que perceba, em sua louca racionalidade de argumentação, isso se torna uma premissa óbvia, primeira, auto-evidente. E nessa hora, ele inventa a saudade. E sofre. Ensina a si mesmo a sofrer, em busca de uma eterna felicidade. Em seu emaranhado de razões, a personificação da racionalidade esquecer de viver.

Estranho ser é este, o homem. À medida que cresce aprende a morrer.

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