Nunca achamos que um amor de verão vai durar, muito menos um de carnaval. Nunca achamos que o carinha vai ligar no dia seguinte, muito menos gastar um bom tempo inserindo asteriscos em um sms. Nunca achamos que depois de alguns meses juntos algo permaneceria tão gostoso, muito menos que com mais alguns meses se transformaria em algo doloroso.
Mas apesar de acharmos, ou melhor, termos certeza da nossa juventude e inexperiência, tentamos de fato viver como se fosse eterno, nos desdobrando para que aquilo que prezávamos de corpo e alma permanecesse imutável, forte, dócil e infinito... Juntos consolidamos suavemente transformações de atitude e de comportamento que tentávamos, em um joguinho de poder, impor um ao outro durante esses vinte meses. Juntos, nos re-concebemos e alcançamos o que de fato desejávamos e almejávamos. Porém nunca achamos que só conseguiríamos isso com o fim do nosso namoro.
Interessante, não? O mundo nos prega peças. O medo então, nem precisamos falar, este traz para nossa vida algo muito peculiar e quase imperceptível, o medo nos põe a face que ainda temos algo e que não estamos tão sós quanto imaginávamos. Nós dois, inconscientemente, tivemos medo de perder o Matheus amado, e cada um de nós dois encontrou em um Gabriel um momento bizarro de conforto. Um momento, talvez, sem significância alguma se comparado ao nosso momento de quase dois anos, se comparado a vinte meses de felicidade e desentendimentos, de inocência e disputas, de carinho e sexo, de companheirismo e preocupação, e a cima de tudo se comparado ao nosso sentimento mútuo e às nossas recordações.
Estou diante da minha caixinha de lembranças da gente, objetos que ganharam valor inimaginável e imensurável. Observo cada um como se fosse o único no mundo, e de fato é, tão forte que luto desesperançoso para esquecer por um mísero segundo o significado destas pequenas coisas na caixinha. Não por falta de respeito ao significado delas, mas pelo o que me suscitam, e pelo o que ainda não agüento. O retalho do papel da caixinha de páscoa que você me fez, o vale theu dos meus 19 anos, o cavalo marinho ainda sem nome, a fichinha de pôquer blefada, o cd de música que tanto me fez desabar esses dias, dentre tudo isso acho perdida uma aliança com um filetinho de ouro. Aliança a qual lutei tanto para não ter significado, lutei tanto para assumir, lutei tanto para não tirar. E, como é esperado de uma boa lembrança, revive em mim todos os nossos momentos, desde a nossa primeira ficada no inferno até o nosso último beijo no paraíso... Do nosso primeiro musical até nosso último espetáculo... Da nossa primeira música de amor até a canção de adeus... Do nosso dezessete de fevereiro até sempre.
Mas apesar de acharmos, ou melhor, termos certeza da nossa juventude e inexperiência, tentamos de fato viver como se fosse eterno, nos desdobrando para que aquilo que prezávamos de corpo e alma permanecesse imutável, forte, dócil e infinito... Juntos consolidamos suavemente transformações de atitude e de comportamento que tentávamos, em um joguinho de poder, impor um ao outro durante esses vinte meses. Juntos, nos re-concebemos e alcançamos o que de fato desejávamos e almejávamos. Porém nunca achamos que só conseguiríamos isso com o fim do nosso namoro.
Interessante, não? O mundo nos prega peças. O medo então, nem precisamos falar, este traz para nossa vida algo muito peculiar e quase imperceptível, o medo nos põe a face que ainda temos algo e que não estamos tão sós quanto imaginávamos. Nós dois, inconscientemente, tivemos medo de perder o Matheus amado, e cada um de nós dois encontrou em um Gabriel um momento bizarro de conforto. Um momento, talvez, sem significância alguma se comparado ao nosso momento de quase dois anos, se comparado a vinte meses de felicidade e desentendimentos, de inocência e disputas, de carinho e sexo, de companheirismo e preocupação, e a cima de tudo se comparado ao nosso sentimento mútuo e às nossas recordações.
Estou diante da minha caixinha de lembranças da gente, objetos que ganharam valor inimaginável e imensurável. Observo cada um como se fosse o único no mundo, e de fato é, tão forte que luto desesperançoso para esquecer por um mísero segundo o significado destas pequenas coisas na caixinha. Não por falta de respeito ao significado delas, mas pelo o que me suscitam, e pelo o que ainda não agüento. O retalho do papel da caixinha de páscoa que você me fez, o vale theu dos meus 19 anos, o cavalo marinho ainda sem nome, a fichinha de pôquer blefada, o cd de música que tanto me fez desabar esses dias, dentre tudo isso acho perdida uma aliança com um filetinho de ouro. Aliança a qual lutei tanto para não ter significado, lutei tanto para assumir, lutei tanto para não tirar. E, como é esperado de uma boa lembrança, revive em mim todos os nossos momentos, desde a nossa primeira ficada no inferno até o nosso último beijo no paraíso... Do nosso primeiro musical até nosso último espetáculo... Da nossa primeira música de amor até a canção de adeus... Do nosso dezessete de fevereiro até sempre.
Pois é, você transformou aquele menino descrente de tudo e pessimista, em um menino feliz, que agora entende a importância da fé nas coisas e nas pessoas. Um menino que a partir de hoje se esforçará todos os dias para que nós três continuemos juntos. Eu, você e o nosso amor.
Com muito carinho,
Matheus Soares Cherem